Nascimento.




Estamos às portas do Natal, de um evento com grande significado; o nascimento.

Nesta época do ano podemos olhar-nos profundamente e ver o que está nascendo em nós. Que sementes cultivamos durante o ano? Coragem? Verdade? Alegria? O que multiplicou-se dentro de nós? Quais escolhas fizemos? E quais sustentamos? Nascerá em nós o que queremos que nasça, ou melhor, o que deixamos nascer.


Para Jesus vir a ser o Cristo muitos o protegeram, salvaguardaram sua infância, muitos vieram antes dele, outros tantos prepararam seu caminho. Quantas alianças este doce e sábio ser já havia construído em seu caminho...

E o que ele fez? Ele ficou com a parte mais árida do caminho, a parte da transformação. Ele foi onde os corações humanos ainda não chegam.


Quantos de nós aguentam o abandono? A traição? A rejeição? Quantos conseguem sentir a Vontade Divina diante da dor, do medo? Quantos aguentam a raiva de pessoas conhecidas e desconhecidas? São questionamentos importantes, pois todos estão passíveis de enfrentar batalhas internas, todos podem em algum momento enfrentar dificuldades. Não me refiro as dificuldades criadas pela negligência, radicalismo, desdém ou imprecaução e sim daquelas inevitáveis, daquelas que escolhemos em outro nível de consciência e depois de nos prepararmos nesta realidade, expressamos aqui.

Nem Jesus nasceu o Cristo, ele precisou de 33 anos conosco para chegar onde precisava, para cumprir o que Ele mesmo havia desenhado.

Que nenhum de nós prescinda do caminho, das pessoas, dos lugares onde chegamos. O próprio Jesus nasceu em uma boa família, teve amigos e no momento mais difícil transcendeu sua condição humana para o nascimento de uma consciência cristalina a qual preza o equilíbrio, o Cristo. Amar ao próximo como a ti mesmo. Equanimidade. Ambos importantes, ambos presentes e existentes. Nem eu e nem o próximo. Ambos!


Que saibamos cultivar aquilo que virá a florescer em nossos corações, hoje e sempre.


- Eli Cordeiro

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